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Mortalidade intantil cai e IBGE estima que Brasil cumpra meta do milênio em 2015 Aleitamento materno é grande responsável por esse cumprimento.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a mortalidade infantil para 22,47 óbitos por mil nascidos vivos -- em 1980, a taxa era de 69,12, número três vezes maior e, em 2008, 23,30. No mesmo período, entretanto, a proporção de óbitos no período neonatal era de 40,70%, índice que subiu para 67,30% em 2008 -- aumento de 26,60 pontos percentuais em 28 anos. A proporção dos óbitos ocorridos entre o primeiro mês e o primeiro ano de vida, por sua vez, caiu de 59,30% para 32,70%, no período.


Pelas estimativas do instituto, o Brasil deve atingir a meta do milênio para mortalidade infantil até 2015. A meta prevê a redução em dois terços da mortalidade infantil prevalecente por volta de 1990. Caso o declínio da taxa não seja interrompido, é esperado para daqui a cinco anos uma taxa de 15 óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos.


As Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM) surgiram da Declaração do Milênio das Nações Unidas, adotada pelos 191 estados membros em 2000.


Conforme o IBGE, a queda acentuada da participação das mortes pós-neonatais e um aumento da participação dos óbitos neonatais podem ser atribuídas aos programas de vacinação em massa, bem como ao incentivo ao aleitamento materno, ao acompanhamento de gestantes e recém-nascidos e também à relativa expansão do saneamento básico, dentre outros fatores.

A taxa de mortalidade infantil do Brasil fica atrás apenas da de países como Paraguai, Bolívia e Haiti, além de ser superada também pelas de Chile, Cuba, Uruguai, Argentina, México, Venezuela, Colômbia e El Salvador. Além disso, está ainda bem além do registrado, por exemplo, em Portugal, França, Noruega, , Finlândia, Japão, Singapura e Islândia.

Do UOL Notícias


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