Da panela ou do potinho...Qual a melhor papinha para o bebê?

De batata com frango, carne com legumes, arroz, caldo de feijão e beterraba, legumes e gema de ovos, banana, maçã, ameixa, pêra ou frutas tropicais. Não há o que discutir que até os seis meses de idade o leite materno, por recomendação da Organização Mundial da Saúde, é o alimento ideal para o bebê. Passado esse período é o momento de diversificar o paladar e introduzir as papinhas. E agora, por qual optar? Pela praticidade das industrializadas ou pelo sabor da comidinha caseira?


Segundo a nutricionista e gerente corporativa da nutrição do Hospital e Maternidade São Luiz, Adriana Miguel Martins Mesquita, o maior cuidado que se deve ter na hora da escolha é com a higiene e a diversidade de itens. “A criança deve entrar em contato com novos sabores, texturas e cores, experiências sensoriais que irão influenciar diretamente o padrão alimentar.”






Basta passar pelo corredor de alimentação infantil nos supermercados que somos bombardeados com tanta variedade. É fato que as industrializadas vieram para colaborar com a mulher fora de casa, que trabalha, trazer facilidade, rapidez e durabilidade. Mas é importante lembrar que alguns alimentos industrializados contem conservantes e geram polêmicas quanto à segurança alimentar. “É aconselhado que no dia-a-dia a preferência seja para a alimentação caseira e as industrializadas sejam reservadas para eventos fora de casa, viagens e situações esporádicas.”






Condimentos, enlatados, corantes, gordura, sal, temperos... É na infância que gostos e vontades são formados. Adriana explica que a incorporação de novos hábitos alimentares deve ser cuidadosa, pois o pequeno levará para o resto da vida. “A alimentação das crianças deve ser orientada por um nutricionista e/ou pediatra. Não hesite em perguntar.”






Na cozinha


Mas, há também aquelas mamães e vovós que têm prazer em preparar com muito amor e carinho refeições saborosas para o pequeno, com segredos que não contam nem mesmo para os papais. Nesse caso, congelar é uma ótima opção. “A técnica propicia a preservação das características dos alimentos e evita o crescimento de microorganismos e bactérias que os deterioram. Se realizado de forma correta, preserva também os nutrientes”, explica a nutricionista.






Uma feira bem feita é essencial para o processo, já que os alimentos devem ser frescos e de boa qualidade, aliados a higiene de manuseio e preparação. “Diferentes sabores devem ser congelados, separadamente. Por exemplo: a carne em um recipiente e o arroz em outro, ou se preferir utilizar recipientes com divisórias”, aconselha Adriana.






Assim também como as compradas, as porções devem ser únicas, que dê para a criança comer apenas uma vez. A especialista reforça que os recipientes devem ser pequenos e preenchidos em sua maior parte com alimentos, o que evita o acúmulo de ar. Em seguida, devem ser fechados e levados ao freezer. “No descongelamento os alimentos podem ser levados diretamente ao micro-ondas em potência mínima ou na função descongelar. Outra forma é na própria geladeira, por até cinco horas, seguido de aquecimento no fogo convencional”. E ressalta: “O descongelamento nunca deve acontecer em temperatura ambiente ou sob a água, pois aumenta o risco de contaminação.”










E mais, segundo a profissional não se deve descongelar e posteriormente recongelar o mesmo alimento. Essa oscilação de temperatura é perfeita para a proliferação das temidas bactérias.










As mamães que obedecerem as recomendações podem armazenar as papinhas caseiras congeladas por até três meses e facilitar o seu dia a dia. “Para quem ainda prefere a papinha do potinho uma dica ‘certeira’: use eventualmente e não deixe de ler o rótulo antes da compra, pois é condição essencial quando pensamos em alimentação equilibrada e de qualidade”, finaliza.


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