Fumar na gravidez reduz o colesterol bom das crianças.

Segundo estudo, quando a mãe fuma durante a gestação aumenta em até 15% as chances de doenças cardíacas no filho aos 8 anos


Todo mundo já sabe de cor os malefícios que o cigarro pode causar – quem não se lembra das fotos estampadas no maço de cigarro, mostrando bebês prematuros? Além da criança nascer antes do tempo, ela pode ter doenças cardíacas, respiratórias e até retardo mental. Uma nova pesquisa, realizada pela Universidade de Sidney, na Austrália, mostrou que o cigarro leva a criança a ter níveis mais baixos de HDL, o colesterol bom, conhecido por proteger contra doenças cardíacas.






Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram os efeitos do cigarro durante a gestação na parede das artérias e nos níveis de lipídeos e proteínas no sangue de 405 crianças saudáveis, de 8 anos. Os resultados mostraram que os níveis de HDL variaram cerca de 0,15 mmol/l entre filhos de mães fumantes e não-fumantes, mesmo após levar em consideração fatores que poderiam influenciar no resultado, como duração do aleitamento materno, sedentarismo e índice de massa corporal. Para os cientistas, essa diferença pode resultar em um risco aproximado de 10 a 15% maior de doença coronária em filhos de mães que fumam.






Segundo o obstetra Norberto Antônio Freddi, do Hospital e Maternidade Santa Catarina (SP), o estudo é mais um alerta sobre a importância de as mulheres fugirem do cigarro especialmente na gestação. “Níveis baixos de colesterol HDL aos 8 anos sugerem sério impacto sobre a saúde no futuro, já que a tendência é a de que esses níveis continuem assim quando a criança chegar na vida adulta”, diz o especialista.



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