Levando o bebê para a cama...Dicas de Mães

“Mamãe, o elefante tá na sala!!!”. Foi com essa frase, dita aos gritos que o Lucas me acordou numa madrugada dessas. Acordei sem saber o que estava acontecendo. Tentei acalmá-lo e o levei de volta para a cama dele. Tudo certo, né? Não! Minutos depois, ele correu de novo pra minha cama, subiu sem cerimônia e se deitou ao meu lado. A cena tem se repetido constantemente nos últimos tempos. Quando não é o Lucas, é a Clara que acorda aos berros e corre para a minha cama. Às vezes, não corre. Fica estática na própria cama, me chamando. E quando eu chego lá, ela invariavelmente não quer mais se deitar. E a única solução é levá-la para dormir ao meu lado –porque nenhum adulto merece dormir com uma criança numa mini cama. Outro dia, eu e meu marido acordamos com a Clara dormindo entre nós e o Lucas ao meu lado. Eu não sei exatamente em que momento da madrugada essas coisas acontecem. Sei apenas que elas acontecem. Na maior parte das vezes, quando eles acordam assustados por conta de algum sonho -um elefante na sala, por exemplo-, eu tento convencê-los a voltar para a sua própria cama. Sei muito bem que a boa pedagogia diz que não devemos acostumar a criança a dormir na nossa cama. Mas, no dia a dia, isso nem sempre é fácil. Outro dia, para convencer a Clara a pegar novamente no sono, me vi, ás três da manhã, contando uma história –bem surreal, aliás. Contei a ela sobre um leão que adora fazer as vezes de cabeleireiro. Eu estava completamente sonada. Então qualquer enredo é perdoável. E o mais importante é que surtiu efeito.


Conversei com uma amiga e ela me disse que nessa fase – até os 3 anos–, eles costumam ter pesadelos (terror noturno) e gritam à noite, assustados. Espero que seja só uma fase… porque, invariavelmente, eu durmo mal, com medo de esmagar alguma criança no meio do sono profundo. Acho também que não tenho muita moral para defender que criança não deve jamais ir para a cama dos pais. Quando eu era criança, eu ‘aluguei’ demais meu pai. Eu corria para a cama dele, mas minha mãe não dava muita bola. Quem me acolhia era meu pai. E, devo revelar, fiz isso até uns 7, 8 anos – quando, finalmente, meu pai me levou num psicólogo para acabar com meu medo do escuro. Espero que Clara e Lucas não sigam na mesma toada. E vocês, como lidam com isso?


PS. O desfralde diurno, finalmente, está sendo um sucesso. Clara nunca mais fez xixi nas calças. Pede para ir ao banheiro com uma delicadeza só. E Lucas segue na mesma toada. Demorou, viu? E demandou muita paciência. Mas, como eu sempre digo, cada criança tem seu tempo. Ah, eles ainda usam fralda pra dormir….





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