Que criança estressada!

Futebol, judô, natação, aulas de música, aprendizado de línguas e tantos outros cursos extra-escolares. Essas são algumas saídas encontradas pelos pais para estimular a inteligência das crianças, prepará-las para o mercado de trabalho ou simplesmente preencher seu dia. No entanto, o neurologista Luiz Celso Vilanova, chefe do Departamento de Neurologia Infantil da Universidade Federal (Unifesp) de São Paulo e jurado do II Prêmio SAÚDE!, recomenda bom senso antes de matricular os filhos em mil e uma atividades. Afinal, os pequenos também ficam estressados e uma rotina sobrecarregada pode ser o gatilho para o problema.

É fácil perceber os sinais de que algo está errado com a agenda infantil. “A criança pode apresentar irritabilidade, instabilidade, choro fácil, pouco sono e distúrbios da alimentação”, diz Vilanova. Nesse caso, é bom reduzir o ritmo de atividades e, principalmente, ouvir o que o seu filho tem a dizer. Os pais podem se surpreender ao descobrir que o pequeno talvez não goste tanto das aulas de música ou judô, ao contrário do que imaginam. “Cada criança tem suas habilidades e seu ritmo de desenvolvimento e precisa ser respeitada na sua forma de ser”, explica Léa Albertoni, psicopedagoga da Unifesp. Em fases em que o filho está mais introspectivo, por exemplo, matriculá-lo em atividades em grupo pode ser uma tortura. Insistir só vai piorar o estresse e, assim, o efeito pode ser o oposto do esperado. “Isso não vai contribuir para o seu desenvolvimento”, alerta Lea Albertoni.


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