Polêmica sobre o sexo do bebe.

Os norte-americanos Heather Anspach e Paul Anspach não têm qualquer problema de fertilidade, pelo contrário, são pais de dois meninos e uma menina. Para completar a família que consideravam ideal, porém, recorreram à fertilização assistida. Assim nasceu Maliah, hoje com 8 meses. O casal foi até Los Angeles, nos Estados Unidos, onde encontrou uma clínica que realizou o seu sonho. Para desembolsar os cerca de R$ 38.500 reais necessários para o procedimento, a família até mesmo fez um empréstimo e colocou a casa como garantia. "Eu sei que muitas pessoas são contra a escolha do sexo, mas acredito que isso deveria ser uma escolha pessoal", disse a mãe ao jornal Daily Mail.

A prática da chamada sexagem fetal (quando os especialistas escolhem um embrião pelo sexo) é proibida no Brasil. A exceção é para os casos em que já é sabido que um dos pais é portador de uma doença hereditária ligada ao sexo, como a hemofilia, que só se manifesta em homens. Para Eduardo Motta, especialista em reprodução humana da clínica Huntington (SP) , apesar de polêmico, o assunto merece ser visto de um outro ângulo. “Muitas pessoas acham que os casais que querem escolher o sexo do filho estejam interferindo na natureza. Não encaro dessa forma.” Segundo ele, geralmente essas pessoas estão em busca de um equilíbrio familiar, como no caso da família norte-americana, e isso provavelmente não interfere no número de meninos e meninas que nascem a cada dia. “Uma pesquisa inglesa sobre o assunto, inclusive, mostrou que metade dos casais queriam meninas e a outra parte meninas”, completa.


Em sua opinião, os casais deveriam ter o direito de escolher o sexo do filho?


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