Posso viajar de avião grávida?. Seu médico liberando...boa viagem.

A princípio não há problemas em viajar no primeiro e segundo trimestres de gestação, desde que você não tenha complicações médicas como sangramento vaginal, diabete, pressão alta ou não tenha tido um parto prematuro no passado -- nesses casos, é recomendável esperar um sinal verde de seu obstetra. Fale com ele também se for para o exterior, porque ele pode dar alguma orientação mais específica.




É possível que você considere o segundo trimestre -- entre a 14a e 27a semanas de gestação -- o momento ideal para viajar, já que os enjoos ficaram para trás, você se sente com mais energia e as chances de um aborto espontâneo são baixas.






Aproveite para relaxar, dormir bastante, ir ao cinema e jantar fora com seu companheiro. Logo logo vai ser difícil fazer isso sem uma parafernália de acessórios, sacola, fraldas, brinquedos e carrinho.






Quando for marcar a passagem, diga que você está grávida e tente marcar um assento nas primeiras fileiras do avião, para ter mais espaço para as pernas.






Algumas companhias aéreas têm restrições a viagens para mulheres grávidas de mais de 28 semanas devido ao risco de um parto prematuro. Não que ninguém vá perguntar se você está grávida na hora de vender a passagem, mas você poderá ser questionada bem no portão de embarque e ter que passar por um sufoco de última hora.






Por isso cheque antes a política da empresa em que pretende voar e, se for preciso, peça um atestado para seu médico. Saiba, porém, que em alguns casos, no finalzinho da gravidez, o vôo só é mesmo permitido com a presença do próprio médico junto com a passageira no avião.






Não se esqueça também de levar em conta com quantas semanas estará na hora de voltar para casa. Além disso, gestantes não devem voar em aviões pequenos demais, que não tenham cabines pressurizadas.






As restrições das empresas não devem ser os únicos fatores a se pensar. Lembre-se de que, em condições normais, não demora muito para qualquer pessoa se sentir extremamente desconfortável no assento de um avião. Agora imagine como vai ser com você de barrigão e tendo que levantar a toda hora para fazer xixi.






Seja também realista quanto à possibilidade de uma emergência médica longe de casa. Será que vale arriscar ter contrações antecipadas bem no meio de um safári na savana africana ou no coração da selva amazônica? Sempre que viável, tente evitar viagens a locais em que os serviços de urgência não sejam próximos.






Viagens de avião durante a gravidez aumentam ligeiramente o risco de trombose e de se desenvolver varizes. Converse com seu médico sobre o uso de meias elásticas com algum nível de compressão para ajudar na circulação e aliviar o inchaço das veias durante o vôo. Em casos de jornadas muito longas, pode ser dado um remédio para a circulação em determinadas circunstâncias.






O que você pode fazer por conta própria é tomar bastante água ao longo de todo o vôo, levantar-se para caminhar um pouco pela cabine a cada uma hora e meia e trocar a posição das pernas com frequência.






Talvez você até tenha ouvido falar que a exposição à radiação natural durante viagens de avião possa elevar o risco de aborto espontâneo ou de o bebê nascer com anomalias. A realidade, segundo os médicos, é que pessoas que viajam a negócios com frequência têm, sim, um pequeno risco a mais de ter um dos dois problemas, mas esse risco é irrisório para mulheres que voam umas poucas vezes ao ano.






No caso de tripulantes de avião, de acordo com as próprias normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), comissárias de bordo não podem trabalhar em voos durante toda a gravidez e devem ser transferidas para funções administrativas, em terra, até o fim da gestação.


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