Do pediatra para o médico de família



O genograma familiar é hoje em dia considerado como uma ferramenta indispensável para o médico de família.

Quando a criança passa a ser observada regularmente pelo médico de família, este, para além da importância de conhecer, por meio de uma anamnese intensiva, o perfil e a história clínica da criança, deve também conhecer os seus antecedentes familiares para que possa identificar quaisquer problemas genéticos ou doenças que possam vir a causar perturbações no desenvolvimento saudável da criança. Para além do médico dever conhecer toda a história da gravidez e do parto, deve ainda ter acesso a outros elementos como, por exemplo, os resultados do Teste de APGAR, da alimentação, os dados principais de desenvolvimento da criança até à data. Se até agora a criança tem sido seguida pelo pediatra, são elementos importantes para o médico de família, conhecer quando a criança iniciou a posição sentada, começou a gatinhar, deu os primeiros passos ou abandonou as fraldas, entre outros elementos. É também importante saber com detalhe os comportamentos da criança no infantário, bem como o seu nível de socialização.


O genograma familiar


Para além destes elementos, sabe-se hoje que a história clínica da criança deve ser devidamente complementada com o genograma familiar. O genograma familiar pode definir-se como a árvore genealógica familiar de pelo menos três gerações. O esquema representado graficamente permite que, de uma forma rápida, qualquer clínico possa identificar os padrões familiares, o contexto familiar e sempre que detectado algum problema clínico, se conectado com o contexto familiar, se possa avaliar a sua evolução e os laços familiares envolvidos no mesmo. Para além disto, o médico de família é o clínico mais apto para o fazer, visto tratar e conhecer vários elementos da mesma família. Cada um dar-lhe-á a sua visão sobre a família, podendo assim o médico realizar um trabalho mais fiel da família em questão. Ao fazer o genograma familiar da criança, o médico tem hipótese de numa representação gráfica estabelecer todos os familiares ligados por laços sanguíneos. Se considerarmos que este trabalho deverá abranger pelo menos três gerações, poderemos estar a falar do envolvimento de cerca de cem pessoas.


Conhecer as características de cada uma, permite, por exemplo, saber que existem certas tendências que definem a família.
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