Sexualidade do seu filho




A criança começa a descobrir a sua sexualidade desde muito cedo. É desde tenra idade que se começa a questionar a si própria, bem como aos pais, sobre o seu corpo e as diferenças anatómicas entre meninos e meninas, homens e mulheres. Posteriormente, surgem questões de como nasceu e outras relacionadas com o sexo.


Desde que nasce até aos dois anos de idade, a criança manifesta a sua sexualidade através da exploração que faz das diferentes partes do seu corpo


Muitos pais solicitam orientação, visto não serem capazes de lidar com estas questões, consideradas como constrangedoras. Esta situação torna-se mais angustiante para os pais quando se confrontam com as primeiras manifestações sexuais dos seus filhos. A sexualidade infantil refere-se ao sentimento, comportamento e desenvolvimento sexual da criança. Difere da sexualidade adulta visto não abranger os mesmos componentes e interesses. Contrariamente aos adultos, as crianças não têm uma visão erótica das suas manifestações sexuais, sentindo apenas prazer ao realizar determinadas acções. Desde que nasce até aos dois anos de idade, a criança manifesta a sua sexualidade através da exploração que faz das diferentes partes do seu corpo. Começa por observar as mãos e os pés, tocando-lhes e levando-os à boca, demonstrando estar a experienciar prazer. Por volta dos três anos, a curiosidade pelos órgãos genitais, já vivenciada anteriormente, aumenta e, ao lhes tocar, apercebe-se que lhe dá muito prazer. É ainda nesta fase, que perdura até aos cinco anos, que começam a comparar o seu corpo com as outras crianças e a deparar com as diferenças corporais entre meninos e meninas. Segundo o conceituado psicanalista Freud, nesta fase ocorre a “síndrome de castração”, que se verifica quando as crianças exibem e comparam os seus órgãos genitais, reparando que ele ou ela tem algo a mais ou a menos, respectivamente, ficando assustadas. Devido a isto, torna-se importante explicar-lhes as diferenças anatómicas. Entre os quatro e os cinco anos, a criança aceita-se a si mesma numa dimensão psico-sexual, quer como rapaz, quer como rapariga, ocorrendo uma identificação com o progenitor do sexo oposto desenvolvendo, desta forma, a sua identidade sexual.


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